Cesar Garrido, presidente da FMH, enfatiza que “isso significa que centenas de milhares de pessoas ainda não têm acesso a cuidados básicos”. O diagnóstico preciso é a porta de entrada para o tratamento de condições hemorrágicas, mas em diversas regiões do mundo, obstáculos persistem, atrasando ou até mesmo impedindo a identificação das doenças. Garrido convocou a comunidade global para se unir na promoção de sistemas diagnósticos mais eficazes, ressaltando que “sem diagnóstico não há tratamento e, sem tratamento, não há progresso”.
A hemofilia, definida como uma condição genética rara, afeta o processo de coagulação do sangue devido à deficiência de fatores que são cruciais para a formação de coágulos. Essa condição resulta em sangramentos frequentes, especialmente nas articulações e músculos, e pode levar a complicações significativas se não tratada adequadamente. Dentro do espectro da hemofilia, existem duas principais categorias: hemofilia A, que se deve à deficiência do Fator VIII, e hemofilia B, ligada à falta do Fator IX. A gravidade dos sintomas varia de acordo com a quantidade desses fatores presentes no organismo, permitindo a classificação da doença em leve, moderada ou grave.
No Brasil, dados do Ministério da Saúde revelam que 14.202 pessoas vivem com hemofilia, predominando os casos de hemofilia A. Responsável pela produção de medicamentos hemoderivados, a Hemobrás atua na distribuição desses produtos via Sistema Único de Saúde (SUS), garantindo o acesso ao tratamento necessário. Em uma nota, a empresa destacou sua missão de fortalecer a autossuficiência do país na produção desses medicamentos, o que é especialmente vital para a saúde dos pacientes com hemofilia.
Assim, no Dia Mundial da Hemofilia, a importância do diagnóstico e do tratamento adequado se torna um chamado à ação para que todos se unam na luta por melhores condições de saúde e qualidade de vida para aqueles que convivem com essa condição genética.
