O Dia de Conscientização sobre o Câncer do Colo do Útero, celebrado em 26 de março, reacende o debate sobre a prevenção e os riscos associados à doença, que segue entre as mais incidentes entre mulheres no Brasil. Dados recentes indicam que Alagoas já registra novos casos em 2026, reforçando a importância da informação e do diagnóstico precoce.
A ONA – Organização Nacional de Acreditação destaca que um dos principais fatores de risco é o HPV (papilomavírus humano), considerado a Infecção Sexualmente Transmissível (IST) mais comum no mundo. O vírus possui mais de 100 tipos e é transmitido principalmente por contato direto com pele ou mucosas durante relações sexuais, sejam vaginais, anais ou orais.
Embora frequentemente associado às mulheres, o HPV também pode infectar homens e crianças, podendo causar diferentes tipos de câncer, como os de pênis, ânus e garganta. No caso do câncer do colo do útero, o vírus está presente em 99,7% dos diagnósticos.
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), esse é o terceiro tumor mais frequente entre mulheres no país, ficando atrás apenas dos cânceres de mama e colorretal. A estimativa para este ano é de 19.310 novos casos em todo o território nacional.
Dados do Painel Oncologia do DATASUS, compilados pela ONA, mostram que, até 15 de março de 2026, já haviam sido registrados 682 novos casos no Brasil. Em 2025, foram 12.753 diagnósticos, enquanto em 2024 o número chegou a 20.406.
Em Alagoas, o cenário também preocupa. Até o mesmo período de 2026, foram contabilizados três novos casos da doença pelo Sistema Único de Saúde (SUS). No ano passado, o estado registrou 138 diagnósticos, e, em 2024, o total foi de 290 casos.
Especialistas reforçam que a prevenção é fundamental e passa pela vacinação contra o HPV, uso de preservativos e realização periódica de exames como o Papanicolau, capazes de identificar alterações precoces e aumentar as chances de cura.






