SAÚDE – “Dia de Alerta para Insuficiência Cardíaca: 1,7 milhão de brasileiros estão em risco; sintomas vão além do sedentarismo e envelhecimento.”

Insuficiência Cardíaca: Um Alerta Necessário para a Saúde do Coração

No dia 9 de outubro, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) enfatiza a importância de se conscientizar sobre a insuficiência cardíaca, uma condição que já afeta cerca de 1,7 milhão de brasileiros. Geralmente, a falta de fôlego ao realizar atividades simples, como subir escadas, pode ser erroneamente atribuída à falta de condicionamento físico. Contudo, essa percepção pode mascarar um problema de saúde mais grave.

Os sintomas da insuficiência cardíaca são muitas vezes sutis e podem incluir dificuldades respiratórias durante atividades, cansaço excessivo e retenção de líquidos. Tais manifestações podem facilmente ser confundidas com os efeitos do sedentarismo ou os processos naturais do envelhecimento. Segundo o cardiologista Marcus Simões, membro da SBC, a avaliação médica é crucial para um diagnóstico adequado.

“O coração é um órgão vital que, durante o esforço físico, precisa trabalhar mais intensamente para atender à demanda dos músculos. Quando essa função se encontra comprometida, é nesse momento que os sintomas se tornam mais evidentes”, ressalta Simões. A condição é particularmente prevalente entre idosos e mulheres, frequentemente resultante de outras doenças cardíacas, como sequelas de infarto ou problemas com as válvulas do coração.

Além de condições diretas como infartos, a insuficiência cardíaca pode ser desencadeada por doenças crônicas, incluindo diabetes e hipertensão, que, ao longo do tempo, danificam o músculo cardíaco. Quando o coração falha em bombear o sangue de maneira eficaz, os sintomas começam a surgir, sinalizando um possível quadro mais grave. A mortalidade associada à insuficiência cardíaca pode variar entre 30% a 50% em um período de cinco anos, destacando a urgência de um tratamento adequado.

O diagnóstico, por sua vez, é geralmente realizado por meio da avaliação clínica do médico, complementada por exames como raio-X de tórax, ecocardiograma e análises de sangue. A insuficiência cardíaca, embora grave, pode ser controlada por meio de medicamentos que são acessíveis via Sistema Único de Saúde. Infelizmente, a interrupção do tratamento é responsável por cerca de 25% dos casos de descompensação, que podem necessitar de internações.

Além da farmacoterapia, a reabilitação física é essencial para o controle da doença. Exercícios graduais podem ajudar não apenas na melhoria da função cardíaca, mas também na qualidade de vida do paciente. A SBC planeja lançar uma nova diretriz brasileira em outubro, visando agregar as mais recentes evidências científicas sobre o tratamento da insuficiência cardíaca, a ser apresentada durante o 81º Congresso Brasileiro de Cardiologia no Rio de Janeiro. Essa iniciativa busca aprimorar a prática clínica dos profissionais de saúde e, consequentemente, salvar vidas.

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