A hipertensão, popularmente conhecida como pressão alta, é catalogada como uma doença crônica que se caracteriza por elevações persistentes da pressão sanguínea nas artérias. O Ministério da Saúde ressalta que essa condição impõe um estresse adicional ao coração, que precisa trabalhar mais intensamente para garantir a adequada circulação do sangue pelo corpo. Essa pressão alta é reconhecida como um dos principais fatores de risco para diversas doenças graves, como acidente vascular cerebral, infartos, aneurismas e insuficiências renal e cardíaca.
Em termos genéticos, aproximadamente 90% dos casos de hipertensão podem ser herdados. Contudo, uma série de fatores comportamentais e ambientais também contribui para a elevação da pressão arterial. Entre eles, destacam-se o tabagismo, o consumo excessivo de álcool, a obesidade, o estresse, o alto consumo de sódio, colesterolemia elevada e a falta de atividade física regular.
Recentemente, novos critérios foram estabelecidos para o que deve ser considerado normal em medições de pressão arterial. A aferição de 12 por 8, antes vista como normal, agora é classificada como pré-hipertensão. Essa mudança visa facilitar diagnósticos mais precoces e fomentar intervenções que possam prevenir a progressão da doença.
Os sintomas da hipertensão costumam ser sutis e só se manifestam em situações extremas, resultando em dores no peito, dores de cabeça, tonturas, zumbido no ouvido e até sangramentos nasais. Para diagnosticar a hipertensão, a única maneira confiável é a medição regular da pressão arterial, que deve ser feita pelo menos uma vez por ano a partir dos 20 anos, ou com maior frequência se houver histórico familiar.
Embora a hipertensão não tenha cura, seu tratamento é possível e pode ser eficaz. O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza medicamentos para o controle da doença nas unidades básicas de saúde e pelo programa Farmácia Popular, facilitando o acesso dos pacientes. A receita médica para a obtenção dos fármacos deve ser apresentada dentro do prazo de validade.
Além dos medicamentos, a adoção de um estilo de vida saudável é considerada essencial para o controle da hipertensão. Medidas como manter um peso adequado, moderar o consumo de sal, praticar atividades físicas regulares, evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool, assim como controlar a diabetes, são fundamentais para a prevenção e o manejo eficaz da pressão alta.







