De acordo com as informações divulgadas pela empresa, o primeiro óbito foi registrado no dia 11 de abril, mas a causa da morte não foi determinada na ocasião. O passageiro, que desembarcou em Santa Helena no dia 24 de abril acompanhado de sua esposa, era cidadão holandês. Três dias após o desembarque, a esposa do falecido apresentou sintomas graves e acabou morrendo em decorrência da mesma situação, embora a relação entre essas mortes e a atual crise de saúde a bordo ainda não esteja confirmada.
No mesmo dia em que a segunda morte foi reportada, um terceiro passageiro, de nacionalidade britânica, também adoecia de maneira grave e foi evacuado para a África do Sul, onde atualmente está internado em estado crítico em uma unidade de terapia intensiva. O paciente teve uma variante do hantavírus identificada em seu organismo, conforme noticiado pela Organização Mundial da Saúde.
A situação se agravou ainda mais com a morte de um passageiro alemão no dia 2 de outubro, cuja causa permanece indefinida. Além disso, dois tripulantes mostram sintomas respiratórios agudos, um deles em estado grave. A empresa comunicou que não foi possível confirmar a presença do hantavírus nesses tripulantes, nem se há conexão com as mortes registradas.
A embarcação, que atualmente mantém 149 pessoas a bordo de 23 diferentes nacionalidades, permanece isolada na Costa de Cabo Verde. O desembarque e tratamento dos passageiros dependem da autorização de autoridades sanitárias locais, as quais já realizaram inspeções na embarcação. A Oceanwide Expeditions estuda a possibilidade de se deslocar para as ilhas de Las Palmas ou Tenerife, onde uma triagem médica mais aprofundada poderia ocorrer.
Medidas restritivas e rigorosos protocolos de higiene foram implementados a bordo, com a finalidade de conter a proliferação do que parece ser um surto. Todos os passageiros estão sendo monitorados e recebendo o suporte necessário em meio a essa situação alarmante. O cenário evolui e continua sob investigação aprofundada.
