Indivíduos que já apresentam condições como rinite não alérgica são particularmente vulneráveis a essas mudanças climáticas. De acordo com Gregório, a ação de agentes como fumaça ou perfumes, aliados à alteração de temperatura, pode resultar em obstruções nasais. Ambientes frios e secos acentuam esses problemas, elevando a incidência de rinite e sinusite, além de intensificar os sintomas já existentes.
Para preservar a saúde respiratória durante os dias mais frios, o especialista sugere algumas práticas preventivas. A hidratação é fundamental; manter-se bem hidratado não apenas ajuda a saúde global, mas também beneficia as vias nasais. Além disso, é aconselhável umidificar o ambiente, observando, no entanto, que o excesso de umidade pode criar condições propícias para o surgimento de mofo e ácaros.
Uma prática eficaz que Gregório recomenda é a lavagem nasal com solução salina, a qual pode ser realizada de uma a quatro vezes ao dia. Esse procedimento ajuda a remover alérgenos e impurezas das fossas nasais, além de fluidificar secreções, facilitando a respiração e reduzindo a inflamação.
O otorrinolaringologista Bruno Borges de Carvalho Barros complementa que, em dias de queda de temperatura, o nariz enfrenta dificuldades para aquecer e umidificar o ar inalterado, o que prejudica a resposta imunológica. Isso eleva o risco de desenvolver gripes, resfriados e sinusites, especialmente em populações vulneráveis, como crianças e idosos, ou em pessoas com doenças respiratórias crônicas.
Além da hidratação, Barros aconselha a evitar ambientes fechados e aglomerados, onde a propagação de vírus respiratórios é mais intensa. Mantendo uma rotina de sono adequada e uma alimentação balanceada, o corpo se torna mais resiliente às variações climáticas. Ele enfatiza que qualquer sinal de agravamento, como tosse persistente ou febre, deve ser um indicativo para que os pacientes busquem avaliação médica, garantindo assim um cuidado adicional com a saúde respiratória, especialmente em tempos de clima instável.
