Esses dados foram compilados em um levantamento apresentado na 45ª Jornada Carioca de Cirurgia Plástica, e incluem não apenas cirurgias estéticas, mas também aquelas com indicação médica para a reconstrução mamária e para o tratamento de diversas condições estruturais. O total de cirurgias mamárias aprovidas pelo SUS ao longo de uma década atingiu a marca de 90.648. Entre os estados, São Paulo lidera disparadamente, contabilizando 30.265 operações, seguido por Minas Gerais com 9.836, e o Rio de Janeiro com 9.115, indicando uma concentração significativa destas intervenções nas regiões Sudeste do país.
Ao analisar eticamente o perfil dos procedimentos, verifica-se que a maior parte, cerca de 74.619, concerne à plástica mamária feminina não estética. Esse número representa 82,3% das internações, o que reflete a importância médica dessas intervenções, muitas vezes essenciais para corrigir deformidades congênitas, tratar hipertrofias associadas a dor e limitações físicas, além de reparar sequelas de doenças.
Entre os dados mais relevantes, estão as 12.600 internações relacionadas à reconstrução mamária após mastectomia, um procedimento vital que muitas vezes se torna necessário após o tratamento do câncer. Os números revelam a realidade de um sistema de saúde que, apesar dos desafios enfrentados, ainda mantém uma certa capacidade de resposta a necessidades essenciais da população.
A região Sudeste é notável por concentrar sozinha 56,1% dos procedimentos mamários não estéticos e reconstrutivos realizados pelo SUS nesse intervalo de tempo. Estados como Minas Gerais e Rio de Janeiro também se destacam, formando uma tríade de alta demanda. No Sul, o total de internações foi de 9.098, seguido pelo Nordeste com 15.985, Centro-Oeste com 5.695 e, finalmente, Norte com 3.022, revelando uma disparidade regional no acesso e realização desses procedimentos.




