As informações revelam que o estado concentra quase um terço dos casos de prática ilegal da medicina no Brasil. Em muitos desses incidentes, procedimentos estéticos invasivos foram realizados por indivíduos sem a devida formação técnica ou autorização legal. A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP-RJ) trouxe à tona essa preocupante realidade durante a 45ª Jornada Carioca de Cirurgia Plástica. O alerta é claro: as consequências dessas práticas irregulares podem resultar em sérios danos à saúde, incluindo complicações graves, sequelas irreversíveis e, em casos extremos, óbitos.
Os especialistas ressaltam que a realização de procedimentos invasivos, sejam estéticos ou não, requer não apenas uma avaliação clínica adequada, mas também um profundo conhecimento anatômico e habilidade técnica. Além disso, é fundamental um planejamento anestésico eficaz e a capacidade de lidar com eventuais complicações que possam surgir durante o atendimento. Quando esses procedimentos são feitos por pessoas sem formação médica, os riscos de infecções, deformidades permanentes e até mesmo morte aumentam consideravelmente.
Outro ponto importante destacado pela SBCP-RJ é que esses procedimentos devem ser realizados em ambientes que minimizem o risco de infecção e que ofereçam condições apropriadas para o cuidado do paciente, com acesso a equipamentos que possam garantir suporte à vida em situações emergenciais. Consultórios e clínicas estéticas, conforme a entidade, frequentemente não possuem essas características mínimas de segurança.
Diante desse cenário alarmante, a SBCP-RJ fez um apelo à população para que colabore na denúncia de irregularidades às autoridades competentes. A orientação é que as pessoas optem por médicos devidamente habilitados para a execução de procedimentos invasivos, assim minimizando as chances de complicações. Para isso, recomenda-se verificar a formação dos profissionais através dos conselhos de medicina e da própria Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
Por fim, os médicos também foram convocados a contribuir, informando o CFM sobre casos em que atendem vítimas de práticas inadequadas. Essa mobilização em prol da segurança e da saúde da população é fundamental para enfrentar o problema do exercício ilegal da medicina e proteger aqueles que buscam cuidados estéticos ou de saúde.




