Em termos globais, estima-se que aproximadamente 70 milhões de pessoas convivem com algum grau de TEA, conforme apontado por organismos de saúde internacionais. Historicamente, o diagnóstico e a manifestação dos sinais do transtorno ocorrem na infância; no entanto, a condição persiste ao longo da vida, o que levanta um desafio significativo em relação ao reconhecimento e ao acesso a terapias adequadas para os adultos mais velhos.
Research e especialistas na área enfatizam a importância de desenvolver políticas públicas de saúde voltadas para a identificação e apoio a essa faixa etária. Apesar do aumento da prevalência do TEA nos últimos anos, a literatura especializada ainda é limitada, especialmente no que se refere ao contexto do envelhecimento. Segundo a pesquisadora Uiara Raiana Vargas de Castro Oliveira Ribeiro, a saúde de pessoas que envelhecem no espectro pode ser comprometida por um conjunto de fatores. Essas pessoas frequentemente enfrentam um declínio na expectativa de vida e têm alta incidência de comorbidades psiquiátricas, como ansiedade e depressão, além de riscos significativos de problemas cognitivos e condições clínicas, como doenças cardiovasculares.
A especialista alerta ainda para as dificuldades que essa população enfrenta no acesso à saúde, destacando problemas como a comunicação ineficaz e a sobrecarga sensorial, que podem obstruir o atendimento. Ela salienta que entender a prevalência do TEA em idosos é crucial para formular políticas públicas eficazes e adequadas.
Um dos principais desafios ao diagnosticar o TEA nessa faixa etária é a confusão entre os sintomas do transtorno e características de outros problemas de saúde, como transtornos de ansiedade, depressão e demência. A dificuldade para encontrar profissionais qualificados para um diagnóstico preciso é um obstáculo adicional. Quando o diagnóstico é finalmente feito, muitos idosos experienciam um alívio, pois ele oferece uma explicação para as dificuldades interpessoais e sensoriais enfrentadas ao longo da vida, promovendo uma melhor autocompreensão e aceitação.







