Durante as quatro primeiras semanas de 2023, um total de 163 mortes foi registrado devido a Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG). Dentre essas fatalidades, 117 não tiveram o vírus responsável identificado. Entre os patógenos mais variados, a Covid-19 se destacou, mas outras infecções também contribuíram para esse cenário. Seguindo a Covid-19, que contabilizou 29 óbitos, a Influenza A H3N2 e o Rinovírus foram responsáveis por sete mortes cada, enquanto a Influenza A não subtipada somou seis. Os vírus H1N1, Influenza B e o VSR resultaram em cinco mortes adicionais.
Ao todo, foram registrados 4.587 casos de SRAG, incluindo não apenas os letais, mas também aqueles em que não houve óbito. O estado que mais enfrentou fatalidades foi São Paulo, com 15 mortes entre 140 casos reportados. As estatísticas mostram que a faixa etária mais afetada foi a dos idosos com mais de 65 anos, totalizando 108 mortes nesse grupo. Das vítimas identificadas com Sars-CoV-2, 19 pertenciam a esse segmento etário.
Desde 2024, a vacina contra a Covid-19 foi incorporada ao calendário básico de vacinação para crianças, idosos e gestantes. Além disso, grupos considerados especiais são orientados a realizar reforços periódicos. Contudo, a adesão a esse calendário de imunização tem se mostrado desafiadora no Brasil. A cobertura vacinal permanece insatisfatória; em um panorama de 2025, menos de 40% das vacinas distribuídas pelo Ministério da Saúde foram efetivamente aplicadas. Dos 21,9 milhões de doses enviadas, apenas cerca de 8 milhões foram utilizadas.
Informações da plataforma Infogripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), revelam que, em 2025, mais de 10.410 pessoas foram hospitalizadas gravemente devido à Covid-19, resultando em aproximadamente 1.700 mortes. Esses números ressaltam a importância urgente de intensificar as campanhas de vacinação e conscientização para minimizar os impactos da Covid-19 e outras síndromes respiratórias.
