Os interessados em participar do projeto têm até o dia 12 de agosto para inscrever suas propostas. O financiamento total disponibilizado para essas pesquisas chega a R$ 60 milhões, sendo R$ 50 milhões oriundos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, complementados por R$ 10 milhões do grupo Alana. Essa quantia será direcionada à criação de uma rede nacional estruturante, com base nos projetos selecionados, o que promete fortalecer as iniciativas voltadas para a saúde das mulheres.
As propostas devem se alinhar a um dos cinco eixos temáticos estabelecidos na chamada: causas e prevenção, diagnóstico, tratamento, biorrepositório (destinado ao armazenamento de materiais biológicos para pesquisa) e impacto social. Este último, segundo o grupo Alana, é um dos destaques da chamada, pois amplia o foco das pesquisas para além dos aspectos biológicos e clínicos, abordando também as consequências sociais das doenças.
Para que a proposta seja aceita, é necessário que o responsável pela sua apresentação tenha título de doutor, exerça a função de coordenador do projeto e possua um vínculo formal com a instituição que irá executar a pesquisa. Os resultados da seleção das propostas serão divulgados em 2 de dezembro deste ano.
Estudos realizados recentemente revelam dados alarmantes: cerca de 60% dos estudantes do ensino fundamental e médio que menstruam enfrentam cólicas fortes ou moderadas, o que compromete sua rotina escolar e frequentemente requer o uso de medicação. Essa condição dolorosa não apenas causa desconforto, mas também tem um impacto significativo na vida acadêmica, levando 40% das alunas a faltarem às aulas mensalmente. Além disso, as cólicas, que são um dos principais sintomas relacionados à endometriose, podem resultar em uma perda de até 10,8 horas de trabalho por semana para as mulheres. Essa realidade reforça a urgência de investimentos e pesquisas na área da saúde menstrual, com foco no bem-estar e na qualidade de vida das mulheres.
