Segundo informações da secretaria, o ano de 2020 registrou cinco casos de sarampo, todos importados, assim como o caso recente. O último caso de transmissão local da doença no Distrito Federal foi identificado em 1999. A orientação é para que a população mantenha o cartão de vacinação em dia, independentemente de planos de viagem. A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba, é indicada como forma de prevenção.
Atualmente, a cobertura vacinal contra o sarampo no Distrito Federal em crianças menores de 2 anos é de 97,2% para a primeira dose e 88,3% para a segunda dose, ficando acima da meta estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) de 95% em ambas as doses. No entanto, a dose da vacina tríplice viral é contraindicada para gestantes, pessoas com comprometimento imunológico e aqueles com histórico de reações alérgicas graves a doses anteriores ou componentes da vacina.
O sarampo é uma doença altamente contagiosa e que exige atenção. Seus principais sintomas incluem manchas vermelhas pelo corpo, febre alta, tosse seca, irritação nos olhos, nariz escorrendo e mal-estar. A transmissão acontece de pessoa a pessoa, sendo tão contagioso que uma pessoa infectada pode transmitir para 90% das pessoas não imunes ao seu redor.
Na Europa e Ásia Central, foram registrados mais de 127 mil casos de sarampo em 2024, sendo um aumento significativo em relação aos anos anteriores. O aumento nos casos está associado a uma diminuição na cobertura vacinal durante a pandemia de covid-19. O caso no Distrito Federal ressalta a importância da vacinação para prevenção de doenças infecciosas como o sarampo, reforçando a necessidade de manter as taxas de imunização em níveis adequados.




