A abordagem pretende estabelecer uma relação entre a frustração nos jogos e os impactos prejudiciais do cigarro eletrônico na vida real. O Movimento Vape Off, conduzido pela Fundação do Câncer, tem como propósito informar a população sobre os malefícios desses dispositivos.
O diretor executivo da Fundação do Câncer, Luiz Augusto Maltoni, explicou que a escolha da linguagem gamer se deu para conseguir se comunicar de forma autêntica com a Geração Z, que é o público mais vulnerável ao uso de vapes. Segundo ele, é fundamental mostrar aos jovens como o cigarro eletrônico pode afetar seu desempenho nos jogos e na vida cotidiana.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) relata que as empresas de tabaco gastam anualmente mais de US$ 8 bilhões em ações de marketing e publicidade, com foco especial na população jovem. Maltoni ressaltou que o cigarro eletrônico contém mais de 80 substâncias nocivas à saúde, incluindo metais pesados e substâncias cancerígenas.
Toda a campanha será divulgada nas redes sociais, YouTube e plataformas de streaming, contando com o apoio de influenciadores digitais e criadores de conteúdo do universo gamer. Além disso, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) estão trabalhando juntos desde setembro do ano passado para fortalecer as políticas públicas de combate ao tabagismo. A ideia é apresentar dados científicos que evidenciem os danos à saúde causados pelo cigarro eletrônico e combater o marketing da indústria do tabaco.