Frente a esse quadro alarmante, um alerta foi emitido para os 92 municípios fluminenses pelo Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde, que destacou o intenso calor registrado desde antes do Natal. O dia com o maior número de atendimentos foi 26 de dezembro, quando 193 pessoas procuraram as UPAs com queixas vinculadas às altas temperaturas. Seguiram-se picos significativos em 21 de dezembro, com 192 atendimentos, e em 16 de dezembro, com 188 registros. Os últimos dias do ano também mostraram altos índices, com 180 e 134 atendimentos em 30 e 31 de dezembro, respectivamente.
Os efeitos mais comuns associados às altas temperaturas incluem desidratação e insolação. A Secretaria de Saúde realça que as UPAs estaduais mantêm pontos de hidratação ao longo do ano, uma estratégia crucial para mitigar quadros graves de desidratação e insolação. Claudia Mello, secretária estadual de Saúde, recomenda que, após o primeiro atendimento, pacientes levem soro de hidratação oral para casa. A profissional alerta que, durante esses períodos de calor intenso, há um aumento comprovado na frequência de problemas cardiovasculares, exigindo cuidados redobrados com grupos vulneráveis, como idosos e crianças.
As equipes de saúde foram orientadas a intensificar a classificação de risco ao detectar sintomas como dor de cabeça, tontura, náuseas e temperatura corporal elevada. A hidratação oral deve ser iniciada prontamente, especialmente para aqueles mais expostos ao sol, como trabalhadores em atividades externas, ambulantes e motoristas.
O levantamento também destacou as UPAs com maior demanda durante esse período crítico. A UPA Botafogo liderou o ranking, com 152 atendimentos, seguida pelas UPAs Fonseca e Realengo, ambas com 147 casos. Outras unidades, como Ricardo de Albuquerque, Irajá e Campo Grande também figuram entre as mais demandadas, totalizando mais de 1.344 atendimentos apenas entre as dez primeiras colocações, o que representa mais da metade dos registros realizados no estado.
Os sintomas relatados pelos pacientes incluem, em destaque, náuseas, dor de cabeça e temperatura corporal elevada, evidenciando a carga sobre o sistema de saúde. A plataforma Monitora RJ, que rastreia as condições de saúde no estado, classifica a situação em quatro níveis diferentes de preocupação e recentemente indicou um nível severo de calor para o Rio de Janeiro e várias cidades adjacentes.
