SAÚDE – Cacique Raoni Metuktire apresenta recuperação estável após cirurgia e permanece em UTI com evolução positiva, segundo boletim médico divulgado.

O cacique Raoni Metuktire, uma figura emblemática da luta indígena no Brasil, encontra-se em estado de saúde estável nesta segunda-feira, após uma cirurgia de desobstrução intestinal realizada no último sábado. Com 94 anos de idade, Raoni está internado na unidade de terapia intensiva do Hospital São Paulo, onde foi transferido na última sexta-feira, após ter sido hospitalizado em estado grave em Sinop, no norte de Mato Grosso, desde o dia 14 deste mês.

Segundo as informações divulgadas pelo hospital, Raoni não apresenta febre, respira normalmente sem a necessidade de ventilação mecânica e sua função renal está dentro dos parâmetros normais. Para a alimentação, o cacique está sendo assistido por meio de sonda enteral, um método utilizado para fornecer nutrientes diretamente ao estômago ou intestino.

A equipe médica que acompanha Raoni é liderada pelo médico Franz Robert Apodaca Torrez, que já estava monitorando sua saúde antes da transferência. A coordenação dessa assistência conta com a colaboração de Douglas Antônio Rodrigues, um médico do Ambulatório de Saúde dos Povos Indígenas da Unifesp, conhecido por sua dedicação ao bem-estar do líder indígena ao longo das últimas décadas. Essa articulação entre os profissionais de saúde reflete uma preparação cuidadosa para garantir uma recuperação adequada para o cacique.

Raoni Metuktire é amplamente reconhecido como um defensor dos direitos indígenas e da preservação da Amazônia. Sua saúde e recuperação são acompanhadas de perto, tanto por seus familiares quanto por simpatizantes de sua causa. A condição atual do cacique traz um alívio para seus seguidores, que aguardam notícias de sua evolução.

O quadro de saúde do cacique gera expectativa e esperança na comunidade indígena e entre aqueles que apoiam sua luta por direitos e justiça social. A recuperação de Raoni é vista não apenas como uma vitória pessoal, mas também como um símbolo da resistência e resiliência dos povos indígenas do Brasil.

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