O nirsevimabe se destaca por não exigir do organismo do bebê a produção de seus próprios anticorpos, oferecendo, assim, uma resposta imunológica eficaz desde o início. Os bebês considerados prematuros são aqueles nascidos antes de 37 semanas de gestação, e diversos problemas de saúde, como doenças pulmonares crônicas, cardiopatias congênitas, e síndromes como a de Down, fazem parte do grupo de comorbidades que justifica a aplicação do medicamento.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou que já foram distribuídas 300 mil doses do nirsevimabe em todo o país, evidenciando a atenção do governo para com a saúde da população infanto-juvenil. Vale lembrar que, além do nirsevimabe, o SUS também disponibiliza uma vacina contra o VSR para gestantes a partir da 28ª semana de gestação, oferecendo proteção desde o nascimento.
O VSR é a principal causa de internações por problemas respiratórios em crianças menores de dois anos. De acordo com dados recentes, o Brasil registrou mais de 43 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causada por esse vírus até a data de 22 de novembro de 2025. A quantidade de hospitalizações entre crianças pequenas foi alarmante, representando 82,5% do total de ocorrências.
Diante da gravidade da situação, cabe ressaltar que a bronquiolite, em sua maioria, é uma consequência de infecções virais, o que significa que não existe um tratamento específico. A abordagem clínica se concentra no manejo dos sinais e sintomas, com terapias de suporte, suplementação de oxigênio e broncodilatadores utilizados em casos de comprometimento respiratório.
A introdução do nirsevimabe no SUS representa um passo significativo na proteção da saúde das crianças mais vulneráveis, oferecendo esperança em tempos desafiadores.






