Esses dados revelam uma melhora significativa na cobertura vacinal infantil no Brasil, que em 2021 ocupava o sétimo lugar entre os países com mais crianças não imunizadas e agora deixou essa lista negativa. O país apresentou avanços em 14 dos 16 imunizantes pesquisados, demonstrando um progresso consistente na área da saúde.
A chefe de Saúde do Unicef no Brasil, Luciana Phebo, ressaltou a importância desse avanço na imunização infantil, destacando que é fundamental continuar buscando maneiras de alcançar todas as crianças que ainda não foram vacinadas. Ela enfatizou a necessidade de levar a vacinação para além das unidades de saúde, alcançando também locais como escolas e centros de assistência social.
No cenário global, no entanto, houve um aumento no número de crianças sem imunização, destacando a importância dos esforços contínuos para garantir a vacinação de todas as crianças. O estudo apontou que em 2023, 2,7 milhões de crianças em todo o mundo estavam sem vacinação completa, em comparação com os níveis pré-pandemia de 2019.
Além disso, a pesquisa ressaltou a importância da vacinação contra o HPV em meninas, que teve um aumento na proporção de adolescentes imunizados, mas ainda está abaixo da meta de 90% estabelecida para eliminar o câncer do colo do útero como um problema de saúde pública. Em países de alta renda, a cobertura vacinal é de 56%, enquanto nos países de baixa e média renda é de apenas 23%.
Portanto, os avanços na imunização infantil no Brasil são positivos, mas é fundamental continuar investindo em ações que garantam a vacinação de todas as crianças, tanto no país quanto no cenário global. A vacinação é essencial para prevenir surtos de doenças e proteger a saúde da população infantil.







