SAÚDE – AVC ou enxaqueca com aura: como diferenciar os sintomas e quando buscar atendimento – com Jornal Rede Repórter

Dor de cabeça intensa, confusão mental e mal-estar súbito costumam gerar apreensão e uma dúvida frequente entre pacientes e familiares: trata-se de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) ou de uma enxaqueca com aura? Apesar de apresentarem alguns sintomas parecidos, as duas condições têm origens distintas e exigem avaliação médica imediata para definição do diagnóstico e da conduta adequada.

Segundo a neurologista Rebeca Teixeira, a principal diferença está na forma de início dos sintomas e no tipo de alteração neurológica associada. No AVC, os sinais costumam surgir de maneira súbita e estão ligados a déficits neurológicos, como fraqueza ou dormência em um lado do corpo, dificuldade para falar, desvio da boca, perda de equilíbrio ou confusão mental repentina. A dor de cabeça pode ocorrer, especialmente nos casos hemorrágicos, mas geralmente não é o sintoma predominante.

A confusão acontece porque a dor intensa também pode estar presente na enxaqueca com aura. Nessa condição, no entanto, a cefaleia costuma ser o principal sintoma e é descrita como pulsátil e de forte intensidade. Antes da dor, podem surgir manifestações neurológicas transitórias — a chamada aura —, como alterações visuais, formigamentos, sensibilidade à luz e ao som, náuseas e vômitos. Em alguns casos, há alterações temporárias da fala ou da força, mas sem os déficits persistentes característicos do AVC.

De acordo com a especialista, enquanto no AVC os déficits neurológicos são o elemento central do quadro, na enxaqueca com aura essas manifestações são passageiras e antecedem a dor. Além disso, exames de imagem costumam ser normais nos episódios de enxaqueca, ao contrário do que ocorre no AVC, em que alterações cerebrais podem ser identificadas.

A orientação médica é procurar atendimento de urgência sempre que houver dor de cabeça súbita e intensa, diferente da habitual, associada a perda de força, alteração da fala, tontura, dificuldade para caminhar, confusão mental ou desmaio. O diagnóstico definitivo só pode ser confirmado por meio de exames de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética.

“O tempo é decisivo, principalmente no AVC. Quanto mais rápido o paciente chega ao hospital, maiores são as chances de reduzir sequelas e salvar vidas”, ressalta Rebeca Teixeira.

Referência em média e alta complexidade, o Hospital Metropolitano de Alagoas conta com equipe especializada e estrutura adequada para o atendimento rápido e seguro de pacientes com suspeita de AVC e outras urgências neurológicas, reforçando a importância da busca imediata por assistência diante de sintomas neurológicos agudos.

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