SAÚDE – Aumento de casos de dengue leva 21 cidades de SP a decretarem emergência; estado já soma 18.100 casos em 2025.

No estado de São Paulo, a situação da dengue tem preocupado autoridades e moradores. Um total de 21 cidades paulistas decretaram situação de emergência devido ao aumento no número de casos da doença. Nas duas primeiras semanas epidemiológicas de 2025, o estado registrou 18.100 casos prováveis de dengue, sendo 4.340 confirmados e os demais em investigação. O cenário se agrava com 30 óbitos em análise para a doença.

Apenas na primeira semana epidemiológica deste ano, foram contabilizados 7.201 casos prováveis de dengue em São Paulo, representando um aumento de 9,45% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram registrados 6.579 casos.

Os municípios que já decretaram emergência para dengue são Dirce Reis, Espírito Santo do Pinhal, Estrela D’Oeste, Glicério, Guarani D’Oeste, Igaratá, Indiaporã, Jacareí, Marinópolis, Mira Estrela, Ouroeste, Paraibuna, Populina, Potirendaba, Ribeira, Rubineia, São Francisco, São José do Rio Preto, São José dos Campos, Tambaú e Tanabi.

Os decretos de emergência permitem que as cidades implementem ações de combate à dengue com agilidade e recebam recursos adicionais para enfrentar a situação. Em São José do Rio Preto, foi decretada situação de emergência na última sexta-feira, com a prefeitura promovendo um mutirão de limpeza para combater o mosquito transmissor.

O Ministério da Saúde instalou o Centro de Operações de Emergência em Saúde para Dengue e outras Arboviroses em São Paulo, com o objetivo de ampliar o monitoramento das doenças e orientar a execução de ações de controle. Além disso, foi lançado o Plano de Contingência Nacional para Dengue, Chikungunya e Zika, buscando reforçar as estratégias de prevenção e resposta às epidemias.

Em meio a esse cenário preocupante, a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo intensificou as ações de prevenção à doença, com a distribuição de 100 mil doses de vacina contra a dengue para imunização do público prioritário nas Unidades Básicas de Saúde, priorizando crianças entre 10 e 14 anos. A preocupação com a dengue é crescente e medidas urgentes são necessárias para conter a propagação da doença e proteger a população do estado.

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