SAÚDE – Anvisa interdita leite condensado La Vaquita e apreende suplementos Glicojax e Durasil por irregularidades e falta de comprovação científica dos produtos.

Na última segunda-feira, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou a interdição cautelar do leite condensado semidesnatado La Vaquita, além da apreensão dos suplementos Glicojax e Durasil. Essa medida surge após uma série de análises realizadas pelo Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels, onde um lote do leite condensado foi reprovado em teste microbiológico que detectou a presença de Estafilococos Coagulase Positiva (ECP). Essa contaminação, proveniente da bactéria Staphylococcus aureus, pode ocasionar graves problemas de saúde, incluindo intoxicações alimentares.

Embora a Anvisa tenha atribuído o leite condensado à empresa Apti Alimentos, esta se manifestou, através de uma nota oficial, alegando que o produto em questão não pertence ao seu portfólio e que a associação feita pela vigilância sanitária foi equivocada.

Além do leite, a Anvisa também investigou os suplementos Glicojax e Durasil, ambos com origem desconhecida e que, segundo a agência, fazem uso de propagandas enganosas. O Glicojax alega proporcionar diversos benefícios terapêuticos, incluindo auxílio no controle da glicose sanguínea e suporte à saúde metabólica, mas esses efeitos não possuem comprovação científica, conforme relatado pela Anvisa. Por sua vez, o Durasil, disponível em gotas, promete aliviar dores e melhorar a função erétil, mas também carece de informações sobre seu fabricante.

Apesar das irregularidades constatadas pela Anvisa, é preocupante que plataformas de vendas online, como Shopee e Mercado Livre, ainda estejam comercializando esses suplementos. Esta situação levanta questões sobre a responsabilidade dessas plataformas em garantir a segurança e a qualidade dos produtos que oferecem aos consumidores.

A Anvisa, em suas ações, destaca a importância da segurança alimentar e a proteção da saúde pública, reiterando seu compromisso em monitorar e tomar as medidas necessárias para eliminar produtos potencialmente perigosos do mercado. As empresas envolvidas foram contatadas pela Agência Brasil, que aguarda respostas sobre as questões levantadas e sobre a continuidade da venda dos produtos mencionados.

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