A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou a autorização para a retomada da produção na fábrica da Ypê, localizada em Amparo, São Paulo. A decisão foi tomada após a instituição avaliar que a empresa atendeu a parte das providências sanitárias recomendadas em inspeções realizadas anteriormente. A nova permissão possibilita que a Química Amparo, responsável pela marca, reinicie suas atividades de imediato.
A decisão foi fundamentada em uma fiscalização que envolveu a Anvisa, o Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo, e os grupos de vigilância de Campinas e Amparo. Durante essa nova inspeção, a empresa apresentou um plano para corrigir 76 exigências sanitárias que haviam sido levantadas durante uma avaliação anterior, em abril deste ano. As melhorias solicitadas incluíam aprimoramentos nos processos de fabricação, sistemas de rastreamento dos produtos, controle de qualidade mais rigoroso e o monitoramento de riscos sanitários potenciais.
O presidente da Anvisa, Leandro Safatle, comentou sobre as condições da fábrica, destacando que a Ypê agora está apta a operar com segurança, garantindo ao consumidor produtos isentos de riscos sanitários. Vale ressaltar que a Anvisa continuará a supervisionar as ações correctivas implementadas pela empresa para assegurar a conformidade contínua.
A liberação implica que produtos fabricados a partir de 1º de abril de 2026 poderão ser comercializados sem restrições, incluindo líquidos de lava-roupas, detergentes e desinfetantes. Contudo, algumas contaminações ainda não estão totalmente resolvidas. Produtos que contêm lotes fabricados até a data estipulada, especialmente detergentes e desinfetantes com números terminados em “1”, ainda permanecem proibidos para venda e uso. A Anvisa orientou que esses itens devem ser armazenados de maneira segura até que a empresa apresente laudos de laboratórios credenciados.
O problema teve início em 7 de maio, quando a Anvisa suspendeu a comercialização de mais de 100 lotes da Ypê, após verificar falhas graves nos processos de fabricação, incluindo risco de contaminação microbiológica. O caso foi particularmente preocupante, pois a empresa já havia enfrentado uma crise anterior envolvendo a bactéria Pseudomonas aeruginosa, que pode ser prejudicial, especialmente para pessoas com sistema imunológico comprometido.
A Anvisa qualificou suas ações como medidas preventivas essenciais para proteger a saúde pública. Embora a fábrica tenha recebido autorização para operar, a Vigilância seguirá monitorando de perto a empresa para garantir que todas as exigências sejam respeitadas e que produtos apenas seguros voltem a ser disponibilizados aos consumidores.





