Em uma coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, enfatizou a importância desse estudo, destacando que ele representa um avanço crucial para pacientes que sofreram lesões medulares. “Cada avanço científico é sempre uma nova esperança renovada”, comentou Padilha, reforçando o caráter inovador da pesquisa.
A pesquisa sobre o uso da polilaminina, uma proteína com potencial terapêutico, é conduzida por um grupo de pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), sob a liderança da professora Tatiana Sampaio, em colaboração com o laboratório Cristália. O ministro enfatizou que essa iniciativa é um exemplo de inovação totalmente nacional, demonstrando o potencial do Brasil na área de pesquisa científica.
Os primeiros testes clínicos envolverão cinco voluntários diagnosticados com lesões agudas na medula espinhal, especificamente entre as vértebras T2 e T10. Para participar, os doentes devem ter passado por intervenção cirúrgica em um intervalo máximo de 72 horas após a lesão. Os centros de pesquisa onde os estudos serão realizados ainda serão definidos pela empresa promotora, que tem a responsabilidade de garantir o monitoramento dos pacientes, avaliando qualquer evento adverso durante a pesquisa.
O diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, também manifestou apoio à iniciativa, ressaltando que a aprovação desta pesquisa foi uma prioridade do comitê de inovação da agência. Safatle destacou que este é um esforço que reforça a ciência e a saúde no país, evidenciando o compromisso do Brasil em avançar nas pesquisas médicas de interesse público.
Desta forma, o estudo clínico da polilaminina não só promete trazer esperança para pacientes que luta com lesões da medula espinhal, mas também marca um avanço importante na busca por tratamentos eficazes e seguros, reiterando o potencial inovador da pesquisa científica brasileira.







