SAÚDE – Anvisa aprova Columvi, novo tratamento inovador para linfoma difuso, oferecendo esperança a milhares de pacientes com câncer agressivo no Brasil.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou, na última segunda-feira, o registro do medicamento Columvi (glofitamabe), desenvolvido pela Roche, destinado ao tratamento do linfoma difuso de grandes células B não especificado (LDGCB NOS). Esta condição representa um tipo agressivo de câncer que afeta o sistema linfático, fundamental para o funcionamento do sistema imunológico. A publicação oficial foi divulgada no Diário Oficial da União.

Este novo fármaco, ao ser administrado em combinação com gencitabina e oxaliplatina, é indicado para pacientes adultos que enfrentam o desafio do linfoma recidivante ou refratário. Isso significa que ele é apropriado para aqueles cujo câncer já recidivou ou não respondeu satisfatoriamente aos tratamentos iniciais. Ademais, o Columvi apresenta uma alternativa terapêutica para pacientes que não são candidatos a transplante autólogo de células-tronco (TACT), um procedimento que envolve o uso de células-tronco do próprio paciente.

A Anvisa ressaltou em comunicado que a introdução do Columvi representa um avanço significativo na oncologia hematológica, visto que oferece um anticorpo biespecífico que redireciona o sistema imunológico para combater as células tumorais. Esse desenvolvimento no arsenal terapêutico é crucial, especialmente para pacientes enfrentando uma doença tão agressiva.

O linfoma difuso de grandes células B é classificado como uma doença hematológica de evolução rápida, e sua forma mais comum, um subtipo do linfoma não-Hodgkin, demanda respostas rápidas e eficazes aos tratamentos, especialmente nas situações de recorrência da doença. No Brasil, estima-se que cerca de 4.000 novos casos sejam diagnosticados anualmente.

O tratamento com Columvi é administrado por via intravenosa e não requer internação, podendo ser realizado ambulatorialmente. A duração total do tratamento é de aproximadamente 8,3 meses, com um protocolo que inclui 12 ciclos de terapia. Resultados de estudos clínicos internacionais, publicados em uma revista médica de renome, sugerem que o novo esquema terapêutico pode reduzir em 41% o risco de morte em comparação aos métodos convencionais. Além disso, quase 50% dos participantes apresentaram remissão completa da doença, superando significativamente as taxas do grupo de controle. A Roche destaca que esses dados refletem não apenas uma esperança para pacientes, mas também um passo importante na luta contra o câncer agressivo.

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