SAÚDE – “ANS propõe mudança no modelo de saúde: da reação à prevenção, enfatizando combate ao câncer e letramento para beneficiários de planos de saúde.”

Na semana em que se celebram o Dia Mundial da Saúde e o Dia Mundial de Combate ao Câncer, Wadih Damous, diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), destaca a urgência de uma transformação no modelo de assistência em saúde. Em uma entrevista, ele expressou sua visão sobre a necessidade de abandonar um sistema concentrado na reação a doenças e no tratamento apenas quando os problemas se manifestam. Segundo Damous, essa abordagem é ineficiente e onerosa, trazendo à tona a necessidade de priorizar a prevenção e a promoção da saúde.

Damous enfatiza que, com um modelo reativo, muitas despesas das operadoras são direcionadas ao manejo de complicações que poderiam ser evitadas com diagnósticos precoces e intervenções adequadas. Neste contexto, ele propõe uma mudança cultural em que a gestão da saúde busca não apenas tratar doenças, mas também prevenir. Ele menciona a importância de mudar a lógica de remuneração por volume de atendimento, atualmente prevalente, em direção a um modelo que valorize a prevenção e a promoção da saúde.

O diretor-presidente também sublinha a relevância do letramento em saúde. Para ele, capacitar os beneficiários de planos de saúde é fundamental para que tomem decisões informadas sobre sua saúde. Ele argumenta que essa não deve ser somente uma responsabilidade da ANS, mas uma prioridade integrada na política de saúde pública, com um foco especial na conscientização sobre a importância da prevenção de doenças.

Damous alerta sobre o crescente índice de câncer no Brasil, que, nas últimas décadas, superou as doenças cardiovasculares em várias regiões do país. Com previsão de que, até 2029, o câncer se torne a principal causa de incidência de doenças, ele salienta a urgência de preparar o sistema de saúde para lidar com esse desafio crescente, promovendo uma colaboração mais eficaz entre a saúde pública e a saúde suplementar.

Por fim, Damous afirma que questões relacionadas à saúde mental, também em ascensão, não podem ser ignoradas no âmbito da saúde suplementar. Ele apoia iniciativas que buscam melhorar as condições de trabalho e a qualidade de vida dos profissionais de saúde, reforçando que a saúde mental está profundamente interligada à saúde física. Nesse sentido, Damous acredita que esse debate devem ser tratados com a seriedade e atenção que merecem, destacando que toda essa questão deve ser abordada dentro de uma perspectiva de saúde pública integrada.

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