As dores nas costas continuam a ser a principal causa de afastamento, liderando o ranking das doenças que resultam em benefícios por incapacidade temporária. No total, 237.113 trabalhadores formais foram forçados a deixar seus empregos devido a problemas relacionados à dorsalgia (CID M54), uma cifra que já superava os 205.142 casos do ano anterior. As lesões nos discos intervertebrais, como as hérnias de disco (CID M51), também se destacaram, causando 208.727 afastamentos e ocupando a segunda posição no ranking.
As fraturas na perna e tornozelo (CID S82) apareceram em terceiro lugar, com 179.743 registros. Esses dados sinalizam um aumento nas incapacidades temporárias em comparação a 2024, quando foram registrados 172.452 benefícios para fraturas. Nos fatores emocionais, os transtornos ansiosos (F41) apresentaram 166.489 concessões, enquanto episódios depressivos somaram 126.608. Ambos os casos também mostraram crescimento em relação ao ano anterior.
Outra tendência observada foi a diferença nos motivos de afastamento entre gêneros. Das mulheres, a maioria foi acometida por dores na coluna, totalizando 121.586 casos, enquanto a fração masculina mais significativa teve afastamentos devido a fraturas, contabilizando 116.235 incidentes. As áreas de saúde mental, como a ansiedade e a depressão, também mostraram uma notável prevalência entre as mulheres, refletindo um cenário de estresse e pressão que afeta cada vez mais a força de trabalho.
No total, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) concedeu mais de 4,12 milhões de benefícios em 2025, com uma leve preferência para mulheres, que receberam aproximadamente 2,10 milhões de benefícios, em comparação a cerca de 2,02 milhões destinados a homens.
O Auxílio por incapacidade temporária, anteriormente conhecido como Auxílio-doença, é um benefício essencial que pode ser solicitado por trabalhadores que comprovem, através de perícia médica, a incapacidade de realizar suas atividades laborais habituais por mais de 15 dias. Essa avaliação é crucial para o reconhecimento da condição de incapacidade, seja ela temporária ou permanente, e é a chave para a obtenção de proteção financeira nesses momentos críticos.
Os dados apresentados ressaltam a necessidade urgente de abordar tanto as questões de saúde física quanto mental no ambiente de trabalho, sugerindo que políticas públicas sejam implementadas para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores brasileiros.






