Sargento Gonçalves Admitiu Durante Entrevista que Campanha é Resultado de “Compra de Votos”, Mas Afirma que Fala Foi Tirada de Contexto

O deputado federal Sargento Gonçalves, filiado ao PL do Rio Grande do Norte, causou polêmica ao admitir, em entrevista à rádio 96 FM de Natal, que sua campanha está ligada ao que ele chamou de “trabalho na base da compra de votos”. Durante o programa Contraponto, apresentado pelo jornalista Diógenes Dantas, o parlamentar compartilhou sua visão sobre as estratégias que utiliza para conquistar eleitores.

Em suas declarações, Gonçalves enfatizou: “Eu acredito que a campanha, para mim, até pelo estilo de campanha, de mandato que eu tenho, é de fato uma consequência do trabalho desenvolvido na base da compra de votos.” A afirmação provocou reações, com o entrevistador questionando a seriedade de suas palavras. O deputado reafirmou sua posição, dizendo: “Exato. Quem é do Rio Grande do Norte sabe que, infelizmente, ainda é um mal que ocupa a política do nosso Estado.”

A polêmica não passou despercebida, e o deputado foi procurado pela mídia para esclarecer suas declarações. No entanto, até o fechamento desta reportagem, não houve retorno por parte de sua assessoria. Em uma tentativa de amenizar a situação, Gonçalves publicou um vídeo em suas redes sociais, onde afirmou que suas falas foram tiradas de contexto e usadas de forma “covarde” pela imprensa.

No vídeo, ele argumenta que sua declaração deveria ser entendida de maneira diferente, ressaltando que os seus métodos de trabalho não se baseiam na compra de votos. Ele defende que sua abordagem para conquistar o eleitorado está mais alinhada com a legalidade e as boas práticas políticas.

Esta declaração e a subsequente reação do deputado levantam questões sobre a realidade da política local e a persistência de práticas problemáticas no processo eleitoral. O episódio traz à tona um debate relevante sobre a ética e a transparência nas campanhas eleitorais, além de refletir sobre como a percepção pública dessas práticas pode influenciar a relação entre representantes e seus constituidores.

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