Maria Clara foi atropelada quando tentava atravessar a faixa de pedestres. De acordo com testemunhas, o sargento, em vez de parar para prestar auxílio, deu marcha ré em alta velocidade, passando por cima da jovem. Ela sofreu múltiplas fraturas na bacia e no rosto e está internada na UTI de um hospital particular, onde sua cirurgia foi adiada devido ao inchaço. A mãe da vítima, Sara Leão, afirmou que Maria Clara esteve em uma distribuidora de bebidas antes do acidente e que uma interação com um homem teria ocorrido, porém, a jovem não conseguia se recordar dos detalhes.
Durante seu depoimento, Guilherme tentou justificar sua decisão de dar marcha ré, afirmando que precisava de espaço para acessar um retorno que, segundo as investigações, estava a quase um quilômetro do estacionamento onde ele se encontrava. Ele negou conhecer a vítima e relataram que, após o atropelamento, ele e os outros ocupantes do carro se sentaram em estado de choque e medo, fugindo do local. “Todo mundo no carro entrou em pânico. Eu não conseguia pensar em outra coisa a não ser sair dali”, contou.
A polícia apurou que a conduta de Guilherme se amolda a um possível crime de tentativa de homicídio, uma vez que, além da fuga, ele estava sob efeito de álcool e dirigia de forma inadequada. O delegado responsável pela investigação, Johnson Kenedy, ressaltou a gravidade da situação e as consequências jurídicas enfrentadas pelo sargento, que agora aguarda o desdobramento das investigações enquanto se encontra em uma carceragem do Exército.







