A iniciativa foi anunciada em 29 de julho e marca um passo significativo no combate aos crimes financeiros que afetam a população. O primeiro passo do grupo será estabelecer pontos de contato entre as instituições bancárias e a Polícia Civil. Este alinhamento permitirá que os bancos compartilhem informações com a polícia, facilitando a identificação de movimentações financeiras suspeitas. A meta é transformar esses dados em inteligência para investigações, possibilitando uma resposta mais ágil e eficaz.
Além do direcionamento inicial, a Febraban comprometeu-se a abrir seu laboratório de segurança cibernética para capacitar os policiais, promovendo um intercâmbio de conhecimentos que pode aprimorar as técnicas de investigação. A entidade também atuará como intermediária entre diversos órgãos, como o Banco Central, o Ministério da Justiça e a Polícia Federal, para assegurar um diálogo mais fluido e coordenado.
Esse esforço colaborativo não se resume apenas a ações repressivas, mas também incorpora uma abordagem preventiva. Com a união de forças, as instituições buscam bloquear rapidamente os valores desvio e, assim, aumentar as chances de ressarcimento para as vítimas das fraudes. Um dos aspectos fundamentais do acordado será a definição clara das responsabilidades de cada órgão envolvido, além da necessidade de estabelecer regras rigidas para a proteção de dados.
A urgência desta colaboração é acentuada por estudos recentes que revelam o aumento alarmante de fraudes digitais no Brasil. Entre maio de 2024 e abril de 2026, 115 conteúdos fraudulentos viralizaram no país, com uma parcela significativa desses crimes exigindo pagamento exclusivamente via Pix. Já o “Relatório da Jornada dos Golpes” aponta que o Brasil registra uma tentativa de fraude digital a cada dois segundos. Com essa nova aliança, espera-se que as instituições atenuem os efeitos devastadores dessas práticas criminosas e contribuam para um ambiente financeiro mais seguro para todos.





