Na capital, essa foi a primeira vez em que a Defesa Civil emitiu um alerta extremo devido às chuvas, um nível que sinaliza ameaças intensas à vida e à propriedade. Ao longo do dia, foram registradas 24 quedas de árvores, além de ruas alagadas e um transbordamento do córrego da Mooca, localizado na zona leste da metrópole. A população sentiu na pele os efeitos devastadores da natureza, com trânsito complicado e dificuldades para locomoção.
As buscas continuam por Maria Deusdete, de 67 anos, e Marcos da Mata, de 68 anos, que estavam em um veículo arrastado por um enxurrada na avenida Carlos Caldeiras Filho, no Campo Limpo, na zona sul. Enquanto o corpo do homem foi encontrado, a localização de Maria ainda é incerta, aumentando a apreensão da comunidade.
Situações semelhantes foram notadas na região metropolitana, onde um rompimento de galeria em Ferraz de Vasconcelos resultou na interdição de uma casa e deixou quatro pessoas desalojadas. Em Diadema, outra casa foi interditada, também com quatro pessoas desalojadas e um ferido. Em Rio Grande da Serra, um deslizamento de terra criou um cenário igualmente preocupante, resultando em mais quatro desalojados.
No interior do estado, a cidade de Santa Branca enfrentou a interdição de duas casas, deixando oito pessoas à mercê das intempéries. Já em Jaú, sete residências foram interditadas, além de inúmeras ruas que ficaram alagadas.
A previsão para o dia seguinte apontava tempo nublado com possibilidade de chuvas na metade leste do estado, enquanto na parte oeste, a expectativa era de mais sol entre nuvens. A Defesa Civil alertou sobre a possibilidade de novas chuvas e rajadas de vento durante a tarde, com temperaturas que variariam entre 25°C e 31°C na metade leste e de 30°C a 33°C na metade oeste.
Esse cenário de adversidade ressalta a importância de a população manter alerta e seguir as orientações das autoridades em casos de alerta meteorológico, buscando assim garantir a segurança de todos diante das ameaças naturais.
