São Paulo não ampliará vacinação contra dengue e segue imunizando crianças e adolescentes prioritários, conforme secretário de Saúde.

A cidade de São Paulo mantém a faixa etária de vacinação contra a dengue restrita aos grupos prioritários, mesmo após a emissão de uma nota técnica pelo Ministério da Saúde, que autorizava a ampliação do público-alvo em casos de doses prestes a expirar. O secretário de Saúde, Luiz Carlos Zamarco, afirmou que a capital não tem doses próximas do vencimento, e por isso não será aplicada a recomendação do órgão federal.

De acordo com Zamarco, São Paulo recebeu cerca de 600 mil doses da vacina contra a dengue, com 190 mil ainda disponíveis. Até o momento, 41% do público-alvo recebeu a primeira dose, enquanto mais de 20% completaram o esquema vacinal com a segunda dose. O secretário destacou a estratégia de vacinação nas escolas como essencial para aumentar a adesão, enviando um ofício ao Ministério da Saúde para autorização.

O Brasil tornou-se o primeiro país a oferecer a vacina contra a dengue na rede pública, direcionada inicialmente a crianças e adolescentes de 10 a 14 anos em municípios selecionados. O esquema vacinal é composto por duas doses, com eficácia de 90,4% na prevenção de hospitalizações por dengue, de acordo com estudos da fabricante, Takeda.

Em relação à situação da dengue na capital paulista, Zamarco destacou uma diminuição nos casos em comparação com o ano anterior, com 4,6 mil casos confirmados atualmente. A taxa de incidência de 39 casos para 100 mil habitantes indica uma situação mais controlada, uma vez que a declaração de emergência é comum a partir de 300 casos por 100 mil habitantes, quando a situação atinge o nível de epidemia.

No entanto, o secretário lamentou o falecimento de uma menina de 11 anos em decorrência da dengue, ocorrido recentemente na região de Ermelino Matarazzo, na zona leste da cidade. A vítima foi a primeira fatalidade registrada neste ano, ressaltando a importância da vacinação e do controle da doença para evitar casos mais graves.

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