Durante os dias 16 e 17 de maio, os workshops e debates ocorreram em CEUs como Heliópolis, Papa Francisco em Sapopemba, Freguesia do Ó e Silvio Santos na Cidade Ademar. A entrada foi gratuita e o público teve acesso a conteúdos relevantes para ajudar a adaptar inovações às realidades de suas comunidades. O professor Vander Xavier, que conduziu um dos workshops, destacou a importância desse tipo de formação: “Oferecer um workshop de IA é oferecer acesso ao conhecimento. A tecnologia que resolverá os problemas da periferia deve surgir de dentro dela”, afirmou.
Entre os temas abordados, destacou-se a inteligência artificial (IA) e a economia circular. O Projeto Refoliar, criado em Salvador, foi um exemplo inspirador, transformando abadás de Carnaval descartados em mochilas e estojos escolares para crianças em escolas públicas. Wanda Souza, uma das líderes do projeto, mencionou que, apenas no ano passado, foram reaproveitadas cerca de quatro toneladas de resíduos têxteis, gerando produtos que promovem impacto ambiental positivo e inclusão social.
Além disso, o festival proporcionou oficinas de mixagem voltadas a jovens, em uma ação conjunta com o Tomorrowland Brasil. Essa experiência permitiu que cerca de 20 jovens tivessem contato com a tecnologia do entretenimento, abrindo portas para possíveis carreiras neste setor. Outro destaque foi a oficina “Cozinha de IA: transforme prompts em soluções práticas”, promovida pela ONG Despertar, que ensinou jovens a utilizar ferramentas de IA de maneira crítica e eficaz, preparando-os para o futuro do trabalho.
Essas atividades não apenas enriqueceram a programação do SPIW, mas também deixaram um legado significativo nas comunidades participantes, evidenciando a importância de democratizar o acesso ao conhecimento e à tecnologia. Com a próxima edição já agendada para 2027, as expectativas são altas para o impacto que futuras iniciativas poderão gerar em todo o estado.





