A programação do São João da Reparação terá início às 15h e incluirá uma variedade de atividades. Os participantes poderão visitar uma exposição fotográfica que servirá como um registro visual dos diferentes períodos dos bairros afetados pela mineração. Com imagens capturadas por Agnilton Almeida, um morador local, e fotos recentes de Ana Paula Silva, esse acervo busca contar histórias que permeiam as experiências dos habitantes na área.
Outra atração significativa será a roda de conversa intitulada “O São João na Perspectiva da Reparação”, programada para começar às 17h. Este diálogo buscará abordar a relevância das festas populares como veículos de pertencimento, convivência e fortalecimento da identidade cultural nas comunidades.
A programação artística é variada e promete trazer uma rica mostra da cultura alagoana. O público poderá desfrutar de apresentações de diversos grupos, incluindo o Coco de Roda são Marcos, a Quadrilha Pé de Serra e a Banda Pimenta de Solo, entre outros, que representam as diversas expressões artísticas da região.
Além disso, uma oficina de cenografia permitirá que o público participe ativamente da construção do evento. Durante a montagem, os participantes poderão se envolver com a criação do espaço, aprendendo sobre o processo de produção cultural e trabalhando ao lado da equipe de cenografia.
O São João da Reparação ocorrerá no Parque Linear de Benedito Bentes e é uma das várias ações do calendário cultural proposto pelo Instituto Quintal Cultural. Dentro do Programa Nosso Chão, Nossa História, coordenado pelo Comitê Gestor de Danos Extrapatrimoniais (CGDE) e executado pelo UNOPS/ONU, o evento tem como objetivo não apenas celebrar a festividade, mas também reafirmar a cultura como um direito e uma ferramenta para a reconstituição de laços comunitários, mantendo vivas as histórias e tradições dos territórios impactados.
Assim, mais do que um momento de festa, o São João da Reparação será uma celebração da memória, da solidariedade e da cultura que resiste, promovendo um sentimento de pertencimento e um espaço para a efetivação de reparações necessárias em comunidades que ainda lidam com as consequências de traumas passados.
