São Bernardo do Campo Recebe Dose Zero da Vacina Contra Sarampo em Resposta a Casos Suspeitos entre Crianças de 6 a 11 Meses

O Ministério da Saúde do Brasil tomou uma importante medida de saúde pública ao recomendar a aplicação da chamada “dose zero” da vacina tríplice viral em crianças de 6 a 11 meses de idade na cidade de São Bernardo do Campo, localizada no estado de São Paulo. Essa ação foi motivada pela investigação de dois casos suspeitos de sarampo na região, o que gerou preocupações sobre a possibilidade de transmissão do vírus. A mesma estratégia já foi implementada em outras áreas, como na capital paulista e em Guarulhos, com o objetivo de minimizar os riscos associados à disseminação do sarampo.

A “dose zero” se refere a uma vacina adicional que é administrada antes do que está previsto no Calendário Nacional de Vacinação. É importante ressaltar que essa dose extra não substitui as imunizações regulares; as crianças devem continuar recebendo a primeira dose (D1) aos 12 meses e a segunda dose (D2) aos 15 meses de idade. A intenção por trás dessa medida é oferecer uma proteção ampliada para as crianças mais vulneráveis, que têm um risco aumentado de contrair a doença e desenvolver formas graves. A recomendação para essa estratégia é especialmente relevante em áreas onde há circulação do vírus ou surtos confirmados, pois ela ajuda a interromper as cadeias de transmissão e a prevenir a gravidade dos casos.

Entre junho e julho deste ano, a cidade de São Paulo registrou oito casos de sarampo, todos com vínculos de importação. Além disso, 16 casos continuam sob investigação, dos quais 13 estão na capital, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos, enquanto cinco já foram descartados. Apesar desses novos casos, o Brasil continua a ser um país livre da circulação endêmica do sarampo, mantendo essa condição mesmo após a certificação regional de eliminação da doença ter sido revogada nas Américas, devido a surtos em outros países como Estados Unidos e México.

É importante frisar a relevância da vacina tríplice viral, que faz parte do Calendário Nacional de Vacinação, e que se destina não só a crianças, mas também a jovens até os 29 anos, que devem receber duas doses, e adultos entre 30 e 59 anos, que devem ao menos ter uma dose registrada. Em 2025, as taxas de cobertura vacinal no Brasil eram de 92,90% para a primeira dose e 78,31% para a segunda. Neste ano, mais de 7,2 milhões de doses da vacina já foram distribuídas, com 1,8 milhão aplicadas até o momento. A vacinação é gratuita e pode ser realizada em todas as Unidades Básicas de Saúde, demonstrando o compromisso do sistema de saúde pública brasileiro com a imunização da população.

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