A partida começou com ambos os clubes em busca do controle do jogo. Logo no início, o Atlético-MG tentou ameaçar o gol do Santos, mas a defesa santista se mostrou firme. Neymar, por sua vez, foi um dos primeiros a criar chances. Ele arriscou um chute que passou acima do travessão e protestou no lance que poderia ter resultado em pênalti após um suposto toque de mão de Alan Franco, mas o árbitro não atendeu aos apelos da equipe da casa.
Aos 18 minutos, o Santos celebrou um gol com Gabriel Barbosa, que acabou sendo anulado por impedimento. Foi uma sequência tensa, marcada por reclamações e cartões. O clima esquentou a ponto de o treinador Cuca receber dois cartões amarelos em questão de segundos, sendo expulso de campo.
Durante o primeiro tempo, o Santos se mostrou mais incisivo, principalmente pela direita, com Neymar sendo constantemente acionado. Suas tentativas de gol mostraram que o jogador estava em boa forma, mesmo sem ter conseguido balançar as redes.
A segunda etapa trouxe uma mudança de ritmo, e foi ali que Moisés, que entrou como substituto, se tornou o herói do jogo. Ele aproveitou um erro na defesa adversária e, com assistência de Gabriel Barbosa, foi preciso em sua finalização, garantindo a única rede do confronto. O Galo tentava responder, mas a defesa do Santos se mantinha firme, com Brazão, o goleiro, fazendo defesas importantes.
Com essa vitória, o Santos respira mais aliviado na tabela, agora com 13 pontos e a cinco pontos da zona de rebaixamento, subindo para a 14ª posição. O Atlético-MG, por outro lado, enfrenta uma sequência negativa e se estagna na oitava colocação, acumulando duas derrotas consecutivas.
O jogo ainda teve um caráter simbólico, com o Santos usando uma camisa que homenageava Pelé, resgatando a memória do Rei do Futebol e inspirando a equipe diante de 12 mil torcedores que foram à Vila Belmiro. A vitória, assim, teve um gostinho especial de resgate não apenas da pontuação, mas também da história do clube.
