Na última quarta-feira, quatro pacientes foram recebidos na instituição, enquanto três outros já têm consultas agendadas para a próxima semana. Este retorno ao cenário de centralização do atendimento oncológico infantil reflete uma situação similar enfrentada em 2024, quando a Santa Casa também acolheu uma demanda equivalente proveniente de outro hospital.
A oncologista pediátrica Bruna Salviano destacou a importância de organizar a estrutura para receber adequadamente os novos pacientes. “Foi necessária uma preparação cuidadosa, garantindo médicos disponíveis e leitos para aquelas crianças que precisavam de internação imediata. Este é um momento crucial para entendermos em que fase do tratamento elas se encontram, com o objetivo de oferecer a melhor chance de cura”, afirmou.
Entre os novos atendidos está Cauê, de 14 anos, que veio de Carneiros, no Sertão de Alagoas, para dar continuidade ao seu tratamento contra leucemia. Sua mãe, Adriana Moreira dos Santos, expressou sua gratidão pelo acolhimento. “É um alívio saber que meu filho está em boas mãos. Aqui as informações são positivas e sinto que teremos sucesso”, comentou.
Outra família que chegou à Santa Casa é a de Solange Pereira Barros, que trouxe seu filho José Luan, de apenas dois anos. Ele também iniciou o tratamento contra leucemia. Solange revelou que a mudança de hospital inicial gerou insegurança, mas após conseguir a vaga, o alívio foi imediato. “Minha expectativa é otimista. Com a ajuda dos médicos, espero que meu filho siga em busca da cura”, ressaltou.
Essas histórias oferecem um vislumbre do impacto positivo que a continuidade do tratamento oncológico pediátrico pode ter na vida dessas famílias, que enfrentam desafios imensos com coragem e esperança. A atuação da Santa Casa se mostra crucial não apenas para o atendimento médico, mas também para o suporte emocional que essas famílias tanto necessitam nesse momento delicado.
