Os aliados de Sandro Alex tentam suavizar os números desfavoráveis, apostando que o início da campanha eleitoral possa trazer novas dinâmicas. Eles argumentam que a popularidade de Ratinho Júnior, cuja gestão é aprovada por 81% dos paranaenses, pode influenciar positivamente a trajetória de Sandro. A análise revela que 63% dos entrevistados acreditam que o atual governador merece eleger um sucessor, o que poderia beneficiar Sandro Alex ao longo da campanha, especialmente considerando que 64% dos eleitores ainda estão indecisos e podem mudar seu voto até as eleições de outubro.
Outro aspecto a ser considerado é que, mesmo após a recente convenção do PSD, Sandro Alex ainda não definiu completamente sua chapa majoritária. Existe uma discussão entre os membros de sua equipe sobre a viabilidade de uma parceria com Greca, que, apesar de ser um candidato forte, recusa-se a ser vice. Caso essa aliança não se concretize, os riscos são altos, uma vez que os votos de Greca poderiam se direcionar para Moro ou Requião.
Além disso, a vice-candidatura de Cristina Graelm, que já concorreu à prefeitura de Curitiba, emerge como uma alternativa, embora ela prefira uma disputa pelo Senado. Em outro panorama eleitoral, ela contabiliza apenas 4% das intenções de voto, mais uma evidência dos desafios enfrentados pela candidatura de Sandro Alex.
A construção da campanha não se limita apenas a nomes: lança-se mão de obras e iniciativas da gestão anterior, como a Ponte de Guaratuba e a nova Perimetral Leste, como pilares da plataforma de Sandro. Ao se associar a essas realizações, os aliados de Sandro esperam transferir a aprovação da gestão de Ratinho para seu candidato, embora ainda seja incerto se essa estratégia será suficiente para reverter o cenário atual e conquistar a confiança do eleitorado.





