O especialista argumenta que, ao intensificar essa postura independente frente ao Ocidente, a Rússia não apenas se adapta, mas também prospera sem a dependência dos países ocidentais. Essa transformação é observada, por exemplo, na maneira como Moscou passou a se relacionar com nações como a Venezuela, reconhecendo a necessidade de proteger seus próprios interesses em um cenário geopolítico em constante mudança.
Em suas declarações, Ritter enfatizou que as sanções demonstram não apenas a intenção do Ocidente de prejudicar a Rússia, mas também revelam um cenário onde o país pode se defender e solidificar sua própria política externa. Para ele, essa dinâmica sugere que a Rússia avançará independentemente das pressões que enfrenta.
A retórica de Putin também se alinha com essa análise. Ele reiterou que as sanções visam criar dificuldades na vida dos cidadãos russos, destacando que se tratam de uma estratégia de longo prazo de seus adversários. Em várias declarações, o presidente russo tem enfatizado que seu país não se deixará abater pelas medidas restritivas e que, na verdade, elas estão levando a uma maior autossuficiência econômica.
Neste contexto, alguns analistas chegam a afirmar que a confiança em alianças com o Ocidente se torna arriscada para a Rússia, especialmente ao considerar intervenções militares, como a recente atuação dos EUA na Venezuela. Com isso, a relação Moscou-Ocidente continua a evoluir, marcada por desconfiança e tensões que revelam um cenário geopolítico cada vez mais dinâmico e complexo.







