Oreshkin destacou que, embora as sanções tenham sido severas, a estrutura do comércio russo se adaptou. A antiga tendência de realizar transações em moedas dos países do G7 foi substituída por uma diversificação nos meios de pagamento, que agora incluem moedas como o rublo, o yuan, a rupia e o dirham. Esses novos arranjos financeiros estão sendo cada vez mais utilizados nas relações comerciais com nações do Sul Global.
Além disso, Oreshkin apontou que o BRICS, bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, está se fortalecendo e já responde por mais de 40% do PIB global. Essa crescente influência dos países emergentes indica uma mudança no equilíbrio do poder econômico mundial, com a ascensão de nações da África e do Sul da Ásia, que estão ganhando papel preponderante no cenário global. O assessor de Putin previu que o deslocamento do centro econômico para essas novas economias é uma tendência irreversível.
Em uma declaração mais contundente, Oreshkin enfatizou que a Rússia não estará buscando negociar a suspensão de sanções com os Estados Unidos, uma vez que considera tais medidas ilegais e inexistentes no viés estratégico dos russos e seus parceiros. Ele concluiu, afirmando que “novos jogadores” do Sul Global estão emergindo e que novas alianças estão sendo formadas, desafiando o antigo paradigma econômico mundial.
Esses comentários refletem não apenas uma visão otimista da Rússia sobre sua resiliência econômica, mas também uma insistência no fortalecimento das relações com países que estão dispostos a desafiar a hegemonia das nações ocidentais. A evolução da dinâmica comercial e política da Rússia sugere um futuro em que as sanções ocidentais podem não ter o efeito desejado, mas sim catalisar novas parcerias e um redesenho das rotas econômicas globais.
