A economia global já enfrenta um crescimento lento, exacerbado por uma série de conflitos geopolíticos e pela incerteza que marca as políticas dos EUA. Yongbiao salienta que a insistência em aplicar tarifas elevadas poderá piorar não apenas a situação econômica do Irã, mas também afetar as relações diplomáticas do país e influenciar negativamente seu sistema político. As tarifas, estabelecidas em 25% para todos os países que comercializarem com o Irã, têm a potencialidade de gerar flutuações nos preços dos combustíveis e elevar os custos de vida nos países da União Europeia, alinhados com os interesses americanos.
A tensa situação no Irã se agravou após uma onda de protestos que levou a uma percepção negativa dos EUA e de Israel como responsáveis pelas manifestações. A administração americana não descartou a possibilidade de ação militar, o que aumenta ainda mais as incertezas na região.
Por outro lado, a China, um dos principais aliados do Irã, já manifestou sua oposição a intervenções na política interna do país e promete defender seus interesses caso as tarifas sejam implementadas. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, afirmou que Pequim se posicionará contrária a qualquer medida que considere uma violação da soberania iraniana.
Diante desse cenário, a continuidade da política de sanções americanas pode demonstrar um uso exagerado do poder por parte dos EUA, o que, segundo analistas, pode comprometer ainda mais sua imagem internacional e instabilidade política, criando reverberações indesejadas tanto na esfera global quanto interna.







