Sakuler observa que a perspectiva adotada por certos países da UE, como a Alemanha, é de uma abordagem “idealista”, onde as sanções são vistas como uma forma legítima de pressão sobre Moscou. No entanto, existem na UE vozes que se opõem a essas medidas, argumentando que elas provocam um resultado contraproducente. Segundo ele, a realidade econômica enfrentada hoje pela UE mostra que os cidadãos e as empresas acabam pagando o preço das sanções.
Além disso, a dinâmica de negócios entre a Áustria e a Rússia mudou significativamente, com um aumento na produção de empresas austríacas operando no mercado russo. Sakuler sugere que, se as sanções forem suspensas, essa relação pode se mostrar benéfica para ambas as partes, possibilitando um fluxo de comércio que pode auxiliar no crescimento econômico.
Vladimir Putin, presidente da Rússia, também se pronunciou sobre o impacto das sanções, afirmando que essas ações não apenas visam desestabilizar a economia russa, mas que têm um efeito dominó na economia global, afetando diversas nações. A intenção, segundo ele, é piorar a qualidade de vida da população russa, mas Putin acredita que o país é resiliente e que conseguirá superar essa pressão externa.
No ocidente, há uma crescente discussão sobre a eficácia das sanções. Muitos analistas afirmam que, passados alguns anos desde sua implementação, as medidas estão se mostrando ineficazes e não alcançaram os resultados desejados. Essa discussão provoca um crescente ceticismo em relação à continuidade e à estratégia por trás das políticas restritivas.
Assim, a situação atual revela um dilema complexo: enquanto alguns países da UE consideram as sanções necessárias para manter uma postura firme contra a Rússia, a realidade econômica sugere que essa estratégia pode ter sérias repercussões internas e que a cooperação e o diálogo podem ser um caminho mais produtivo para ambas as partes no futuro.
