Mac Douglas de Oliveira Lima, coordenador geral do Samu em Alagoas, destaca a urgência do problema, onde o consumo de álcool por adultos e a falta de supervisão de crianças em ambientes aquáticos são fatores essenciais que contribuem para esses acidentes. Este panorama alarmante sugere que há uma verdadeira necessidade de campanhas educativas sobre segurança em locais aquáticos, especialmente durante a intensa movimentação de turistas.
No último ano, Maceió contabilizou 40 casos de afogamento, enquanto em 2024 o número foi de 47, evidenciando uma tendência de maior incidência nas áreas litorâneas, ao contrário do que acontece em cidades do interior, como Arapiraca, que apresentam estatísticas bem mais baixas. Historicamente, os meses de dezembro e janeiro são os mais críticos para esses tipos de acidentes, coincidentemente durante as férias escolares e a maior demanda turística.
Recentemente, um caso trágico marcou a região: uma mãe de 39 anos e seu filho de 11 perderam a vida em uma piscina em Maragogi, no Litoral Norte. Embora inicialmente o caso tenha sido abordado como um afogamento, investigações posteriores revelaram que a causa foi uma descarga elétrica, acrescentando mais uma camada de complexidade à questão da segurança em ambientes aquáticos.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático, aproximadamente 16 brasileiros morrem diariamente por acidentes aquáticos, muitos dos quais poderiam ser evitados. Em Alagoas, o Samu atua em conjunto com o Corpo de Bombeiros, que é responsável pelos resgates, enquanto o Samu fornece suporte e primeiros socorros.
Diante dessa realidade, é crucial que a população esteja ciente das medidas de prevenção. Em praias, é vital respeitar as sinalizações de segurança, e em piscinas, crianças nunca devem ser deixadas sozinhas. Além disso, recomenda-se que residências com acesso a piscinas mantenham cercas de segurança. O alerta é claro: atenção e vigilância são fundamentais para evitar novos dramas e garantir a segurança de todos.







