Questionada sobre o etarismo, a apresentadora não hesitou em compartilhar sua visão. Para ilustrar sua perspectiva sobre a idade e seu papel nas apresentações, ela mencionou um momento emblemático do passado: o desfile da Unidos do Viradouro em 1991, que teve Dercy Gonçalves como temática central. Para Sabrina, a idade não deve ser um impeditivo. “Acho que isso é coisa da nossa cabeça. Com 90 e poucos anos, quero desfilar com os seios à mostra, igual à Dercy Gonçalves”, declarou, demonstrando segurança e leveza em sua relação com a passagem do tempo.
Em seguida, a conversa abordou a noção de liberdade, especialmente em relação ao Carnaval, que para ela é um espaço de afirmação pessoal. “Quero ser sempre uma mulher livre. E sou livre de preconceitos. Quero ser livre o máximo que conseguir. É a minha personalidade, o meu jeito”, enfatizou, reafirmando que o carnaval é uma extensão de sua própria identidade e sua vontade de se libertar de rótulos.
Sabrina também comentou sobre seu vasto acervo de fantasias carnavalescas, que se tornou praticamente um patrimônio pessoal. Embora tenha dificuldades em quantificar tudo o que possui, ela se arriscou a contar: “Só nesse Carnaval, foram 60 looks. Fui a muitos ensaios e acabei me fantasiando. Com 15 anos de Unidos de Vila Isabel, tenho bastante guardado, e já doei muitas peças para leilão”. Essa paixão pela tradição e pela cultura do Carnaval é evidente em seu caráter, e Sabrina continua a ser uma celebridade central na folia carioca, encantando públicos com sua autenticidade e exuberância.
