Além das penalidades monetárias, a CETESB destacou a necessidade de ações concretas para mitigar os danos causados ao meio ambiente. Uma das principais medidas exigidas implica o repasse de R$ 1,5 milhão ao financiamento do Finaclima SP, um fundo estadual que apoia iniciativas voltadas para a recuperação de áreas degradadas, melhoria da qualidade hídrica e restauração da vegetação nativa.
Dentre as ações específicas que a Companhia Ambiental demandou estão o desassoreamento dos rios afetados, que envolve a remoção de sedimentos e matéria orgânica acumulada no ambiente aquático. Este tipo de resíduo tem impactos severos na qualidade da água e na biodiversidade local, além de reduzir o nível de oxigênio, essencial para a vida aquática.
Essas intervenções estão interligadas a projetos de infraestrutura nas marginais do Tietê e à operação da Estação Elevatória de Esgoto no Pinheiros. O intuito é reverter os efeitos contaminantes e contribuir para a recuperação dos mananciais, além de potenciar ações que diminuam a poluição na região.
Em resposta às reclamações e exigências da CETESB, a SABESP anunciou a assinatura de um acordo que inclui um investimento de R$ 10 milhões voltados para o desassoreamento de 84,7 mil metros cúbicos de sedimentos. Adicionalmente, a empresa se comprometeu a adicionar R$ 6 milhões ao Finaclima, reforçando o seu comprometimento com a melhoria das condições ambientais.
A SABESP destacou também que ao longo dos anos já investiu mais de R$ 20 bilhões na revitalização do Rio Tietê e que, apesar dos avanços, continuam existindo desafios significativos, como ligações de esgoto irregulares e a infiltração de águas pluviais nas redes de esgoto. A companhia mantém a expectativa de atingir uma cobertura de 99% na coleta e tratamento de esgoto até o ano de 2029, evidenciando um esforço contínuo em prol de uma gestão hídrica mais eficiente e sustentável na Grande São Paulo.
