A sabatina é considerada a última etapa antes da votação no plenário do Senado, onde Messias precisará conquistar a aprovação de ao menos 41 dos 81 senadores para garantir seu lugar na mais alta corte do país. A votação, que ocorre após a sabatina, será em cima do parecer do senador Weverton Rocha (PDT-MA), que já manifestou seu apoio à indicação. Mesmo que os membros da CCJ rejeitem o nome de Messias, seu nome seguirá para avaliação de todo o Senado.
O formato da sabatina permite que os senadores façam perguntas sobre diversos temas, proporcionando uma oportunidade de testar as opiniões e a postura de Messias frente a questões controversas relacionadas à atuação do STF. A condução da audiência ficará a cargo do presidente da CCJ, o senador Otto Alencar (PSD-BA), e entre os senadores presentes estão figuras influentes como Renan Calheiros (MDB-AL), Rogério Marinho (PL-RN) e Ciro Nogueira (PP-PI).
Durante a sabatina, cada senador terá até 10 minutos para formular suas perguntas, que podem abranger desde questões mais amplas sobre a futura função de Messias no STF até aspectos específicos de sua trajetória profissional. Os tópicos abordados devem incluir temas polêmicos, como a suposta interferência do STF em outros poderes, o escândalo do Banco Master e possíveis decisões relacionadas a emendas parlamentares, anistia, regulação de redes sociais e descriminalização de drogas.
Vale lembrar que, em dezembro de 2023, o Senado também sabatinou outros indicados, mas desta vez a atenção estará exclusivamente voltada a Messias. Ao final da série de questionamentos, os senadores vão decidir se aprovam ou não o relatório que fala a favor da indicação de Messias. Se for bem-sucedido na votação do plenário, Jorge Messias tomará posse como ministro do STF, preenchendo a vaga deixada pelo ex-ministro Luís Roberto Barroso. A expectativa é alta, e o impacto dessa sabatina pode ser significativo para a nova composição da corte.
