Sabatina de Jorge Messias no Senado se torna a quinta mais longa entre ministros do STF, avançando para votação final com apoio político fortalecido.

Na última sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, o advogado-geral da União, Jorge Messias, foi submetido a uma sabatina que se estendeu por impressionantes oito horas. Com essa duração, a sabatina de Messias se tornou uma das mais longas já realizadas para um indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF), posicionando-se em quinto lugar na lista das mais extensas entre os atuais ministros.

Após a aprovação na CCJ, o nome de Messias avança para a próxima etapa, onde será analisado pelo plenário do Senado. Esse processo de aprovação não ocorreu de forma isolada, mas sim em um contexto de intensa articulação política. A movimentação começou com uma conversa estratégica entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Davi Alcolumbre, presidente do Senado, apenas três dias antes do envio oficial da indicação. Durante essa conversa, Alcolumbre se mostrou aberto ao processo, condicionando seu apoio a um fortalecimento do diálogo com os senadores.

Com esse sinal positivo, o governo mobilizou esforços significativos para garantir a aprovação de Messias. Líderes políticos, como Jaques Wagner e Randolfe Rodrigues, se uniram à causa, acompanhados pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que desempenhou um papel crucial na reorganização do cenário político a favor da indicação.

Dentro do STF, Messias contou com um apoio considerável. Ministros como Cristiano Zanin e Kassio Nunes Marques expressaram respaldo à sua candidatura, enquanto André Mendonça atuou como um elo entre o indicado e setores mais conservadores. O apoio foi visível até em jantares estratégicos com senadores, reforçando a imagem positiva de Messias.

Por outro lado, a articulação não se limitou apenas ao Senado. Lideranças evangélicas, incluindo figuras proeminentes como o apóstolo Estevam Hernandes e o bispo César Augusto, estiveram envolvidos na mobilização em torno de Messias. A senadora Eliziane Gama também foi fundamental na mediação de diálogos com seus pares. O pastor Silas Malafaia, embora não tenha demonstrado apoio ativo, manteve-se neutro em sua posição, não se opondo à indicação.

No momento, Messias apresenta uma quantidade notável de votos ainda não declarados, e suas perspectivas são otimistas, com aliados prevendo aproximadamente 48 votos favoráveis. Esse número, porém, é merecedor de atenção, visto que a aprovação requer ao menos 41 votos, o que não garante uma folga considerável. A expectativa, portanto, gira em torno do que o plenário decidirá nos próximos dias sobre esse importante nome para o STF.

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