Otto Alencar destacou a importância de garantir um quorum adequado para a votação, revelando que, assim como é prática comum, a expectativa é que a CCJ vote a indicação de Messias no mesmo dia em que ocorrerá a sabatina. Para que o nome do advogado-geral da União seja aprovado na CCJ, são necessários 13 votos, enquanto no plenário a exigência cresce para pelo menos 41 apoios.
O parecer da indicação ficará sob a responsabilidade de Weverton Rocha, do PDT do Maranhão, que já manifestou seu apoio à nomeação de Messias. Essa aliança política será crucial, uma vez que aliados do governo têm promovido uma série de articulações para garantir um respaldo robusto para a indicação.
Em um movimento estratégico, a equipe de Lula está organizando um jantar que reunirá o presidente, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e diversos senadores. O objetivo do encontro é solidificar o suporte a Messias antes da votação. Apesar de alguns avanços consideráveis na aceitação da candidatura, muitos senadores ainda optam por não declarar seu voto publicamente, o que acende um sinal de atenção nas articulações políticas.
A ideia de realizar o jantar já estava em discussão no Palácio do Planalto. Lula pretendia realizá-lo anteriormente, contudo, a agenda de Alcolumbre com ministros do Superior Tribunal de Justiça impediu a concretização da reunião na semana passada. A articulação em torno dessa reunião foi intensificada durante a posse do novo ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, onde Lula e Alcolumbre unificaram suas estratégias.
Além disso, na última semana, Jorge Messias intensificou suas conversas no Senado, priorizando encontros no gabinete do relator e ampliando o diálogo com parlamentares tanto da base governista quanto da oposição, em uma clara tentativa de assegurar mais apoios para sua indicação. Essas movimentações políticas demonstram a tensão e a complexidade do processo de aprovação no Senado, um espaço onde a dinâmica de alianças é essencial para a vitória das indicações presidenciais.
