Em seu relatório, Rocha enfatizou as qualidades de Messias, destacando sua habilidade em promover o diálogo e buscar a conciliação institucional. Sob sua gestão, a Advocacia-Geral da União tem demonstrado uma orientação para soluções negociadas, priorizando a segurança jurídica em suas ações. Além disso, o parecer confirma que Messias cumpre os requisitos legais para assumir o cargo, possuindo regularidade fiscal e não apresentando impedimentos relacionados a nepotismo.
O senador mencionou ainda algumas das principais iniciativas de Messias, como sua participação no acordo de reparação pelo desastre da barragem do Fundão, ocorrido em Mariana, e sua mediação de conflitos que envolvem comunidades quilombolas e o Centro de Lançamento de Alcântara. Tal experiência, segundo Rocha, o torna um candidato qualificado para o STF.
Entretanto, a trajetória de Messias rumo ao Supremo não é isenta de obstruções. Os partidos Novo e PL, que somam 16 senadores, já se manifestaram contra sua indicação, citando uma “instabilidade institucional” como justificativa. Eles acreditam que a situação atual não propicia um ambiente adequado para novas nomeações.
A indicação de Messias foi formalizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas a sabatina já havia sido agendada para o final do ano passado antes de ser adiada devido a questões processuais. Atualmente, com as pendências resolvidas, a votação se aproxima, mas ainda haverá desafios a serem superados. A disputa pela vaga se intensificou nos bastidores, com outros nomes sendo cogitados, mas o foco agora se volta para a sabatina e a votação que decidirá o futuro de Messias no STF.






