O primeiro a deixar sua marca foi José Iraragorri, em 1934, seguido por outros nomes emblemáticos que se destacaram nas competições subsequentes. Ao longo das Copas, jogadores como Roberto López Ufarte (1982), Juanito (1982), Andoni Goikoetxea (1986) e Emilio Butragueño (1986) contribuíram para essa impressionante sequência. No total, figuras como Michel, Pep Guardiola e Fernando Hierro também se juntaram à lista, com Hierro cobrando três pênaltis de forma consecutiva em 1998 e 2002. O ciclo termina com os gols de David Villa e Fernando Torres durante o torneio de 2006.
No entanto, esse recorde contém também algumas curiosidades. Durante este período de 72 anos, a Espanha viu apenas dois dos cinco pênaltis cobrados contra sua seleção serem convertidos. Jesper Olsen, da Dinamarca, e Robbie Keane, da Irlanda, foram os únicos a acertar suas cobranças. Por outro lado, jogadores como Waldemar de Brito, do Brasil, e Ian Harte, da Irlanda, tiveram suas tentativas defendidas por dois grandes arqueiros: Ricardo Zamora e Iker Casillas, respectivamente. O uruguaio Rubén Sosa, em uma tentativa frustrada, chutou por cima do travessão.
A trajetória de pênaltis da Espanha fez um hiato em 2010, na Copa do Mundo da África do Sul, quando David Villa, em uma partida contra Honduras, se tornou o primeiro jogador espanhol a desperdiçar uma cobrança desde que a seleção começou a história dos pênaltis na competição. A situação se agravou em um jogo posterior, onde Xabi Alonso também falhou em sua tentativa nas quartas de final contra o Paraguai, embora Villa tenha garantido a vitória com um gol nos minutos finais. Até o momento, a Espanha contabiliza 18 tentativas, 16 convertidas e apenas dois erros, evidenciando sua eficiência, mas também uma vulnerabilidade em disputas decisivas, já que foi derrotada em quatro dos cinco duelos de pênaltis que enfrentou na história das Copas.





