De acordo com Rudskoi, a Ucrânia viu suas capacidades de produção de equipamentos e munições gravemente reduzidas, o que impacta diretamente sua habilidade de manter uma mobilização eficaz. Ele afirmou que a mobilização em andamento está acontecendo de forma coercitiva, o que tem dificultado a recuperação das altas perdas sofridas pelas tropas ucranianas na linha de frente. O número de mortos e feridos entre os militares ucranianos teria alcançado cerca de 590.000 em 2024, ultrapassando a marca de um milhão desde o início do conflito.
Durante o ano anterior, as forças russas conseguiram retomar aproximadamente 4,5 mil quilômetros quadrados de território, com mais de 600 quilômetros quadrados sendo libertados apenas nos primeiros dois meses de 2024. Rudskoi informou que, especificamente nas regiões da República Popular de Donetsk, Zaporozhie e Kherson, cerca de 75% do território previamente ocupado foi recuperado. No entanto, ele destacou que menos de um por cento da República Popular de Lugansk ainda permanece sob controle ucraniano.
A operação militar russa na Ucrânia, que começou em fevereiro de 2022, foi justificada pelo presidente Vladimir Putin como uma missão de proteção das populações que, segundo ele, sofreram abusos e genocídio sob o governo de Kiev ao longo de oito anos. Putin também ressaltou que a Rússia tem buscado um entendimento com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) há três décadas, mas, em contrapartida, tem sido recebida com manipulações e tentativas de pressão, enquanto a aliança continua sua expansão em direção às fronteiras russas. Este cenário traz à tona uma complexa teia de relações internacionais e tensões geopolíticas que têm se intensificado com o passar dos anos, estabelecendo um clima de incerteza para o futuro da região.
