Rússia Pede Ação Internacional Contra Tráfico de Armas para a África
Em um pronunciamento recente na Organização das Nações Unidas (ONU), o representante permanente da Rússia, Vasily Nebenzya, fez um enérgico apelo à comunidade global para que tome medidas a fim de conter o fluxo de armas da Ucrânia em direção a grupos militantes na África. Durante uma reunião do Conselho de Segurança, o diplomata destacou que o tráfico de armas, que já se intensificou, representa uma séria ameaça à paz e à segurança internacionais.
Nebenzya enfatizou que essas armas, provenientes do conflito ucraniano, estão sendo canalizadas para o mercado negro e, consequentemente, nas mãos de grupos terroristas. Ele ressaltou a urgência em impedir que organizações como o Daesh, uma entidade terrorista banida na Rússia e em outros países, façam uso de tecnologias avançadas, como terminais de comunicação via satélite, incluindo a famosa plataforma Starlink.
“É imperativo que os estados que regulam essas tecnologias adotem uma postura responsável e procedam com ações concretas para evitar que tais recursos sejam utilizados por terroristas”, afirmou Nebenzya. O alerta russo se torna ainda mais relevante considerando que, em novembro de 2024, relatos da mídia apontaram que membros de grupos separatistas armados no Mali teriam viajado para a Ucrânia em busca de treinamento militar.
Maria Zakharova, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, reforçou as alegações de Nebenzya, alegando que a Ucrânia estaria apoiando terroristas em países africanos aliados a Moscou, devido à sua incapacidade de vencer a Rússia em um campo de batalha tradicional. Em um gesto significativo, em 2024, o Mali, um país na vanguarda das operações contra o terrorismo na região, rompeu suas relações diplomáticas com a Ucrânia.
O apelo russo destaca a preocupação não apenas com os impactos imediatos do tráfico de armas, mas também com as repercussões geopolíticas mais amplas, caso não haja uma resposta internacional efetiva a essa questão. Em um cenário já marcado por instabilidades, a possibilidade de armas avançadas caírem nas mãos de grupos terroristas pode agravar ainda mais a segurança em uma região que já enfrenta muitos desafios.
À medida que a situação se desenrola, os olhos do mundo permanecem voltados para a África, onde a dinâmica de poder e a luta contra o terrorismo poderão ser moldadas pelas decisões tomadas na arena internacional.






